{"id":8274,"date":"2023-08-07T16:04:27","date_gmt":"2023-08-07T20:04:27","guid":{"rendered":"https:\/\/gtmportal.wpenginepowered.com\/2023\/08\/07\/oppenheimer-paradox-power-of-science-and-the-weakness-of-scientists\/"},"modified":"2023-08-18T13:49:49","modified_gmt":"2023-08-18T17:49:49","slug":"o-paradoxo-de-oppenheimer-o-poder-da-ciencia-e-a-fraqueza-dos-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portal.globetrotter.media\/pt-br\/2023\/08\/07\/o-paradoxo-de-oppenheimer-o-poder-da-ciencia-e-a-fraqueza-dos-cientistas\/","title":{"rendered":"O paradoxo de Oppenheimer: o poder da ci\u00eancia e a fraqueza dos cientistas"},"content":{"rendered":"<p>O lan\u00e7amento do novo filme de grande sucesso de bilheteria sobre o f\u00edsico Oppenheimer trouxe \u00e0 tona as lembran\u00e7as da primeira bomba nuclear lan\u00e7ada em Hiroshima. <b><i>Oppenheimer<\/i><\/b> levanta problemas complexos sobre a natureza da sociedade que permitiu o desenvolvimento e o uso de tais bombas e o armazenamento de arsenais nucleares que podem destruir o mundo muitas vezes. Ser\u00e1 que a infame era macartista nos EUA e a ca\u00e7a aos vermelhos em todos os lugares t\u00eam alguma rela\u00e7\u00e3o com a patologia de uma sociedade que suprimiu sua culpa por meio do bombardeio de Hiroshima e Nagasaki, substituindo-a pela cren\u00e7a em seu excepcionalismo? O que explica a transforma\u00e7\u00e3o de Oppenheimer, que havia surgido como o \u201cher\u00f3i\u201d do Projeto Manhattan respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da bomba at\u00f4mica, em vil\u00e3o e depois em personagem esquecido?<\/p>\n<p>Lembro-me do meu primeiro encontro com o sentimento de culpa norte-americano pelas duas bombas at\u00f4micas lan\u00e7adas no Jap\u00e3o. Eu estava participando de uma confer\u00eancia sobre sistemas digitais de controle distribu\u00eddo em Monterey, na Calif\u00f3rnia, em 1985, e nossos anfitri\u00f5es eram os Laborat\u00f3rios Lawrence Livermore. Esse foi o laborat\u00f3rio de armas que desenvolveu a bomba de hidrog\u00eanio. Durante o jantar, a esposa de um dos cientistas nucleares perguntou a um professor japon\u00eas \u00e0 mesa se os japoneses entendiam por que os americanos tiveram que lan\u00e7ar a bomba no Jap\u00e3o. Entendia que ela salvou um milh\u00e3o de vidas de soldados americanos? E de muitos outros japoneses? Ser\u00e1 que ela estava buscando a absolvi\u00e7\u00e3o da culpa que todos os norte-americanos carregavam? Ou ela estava buscando a confirma\u00e7\u00e3o de que o que lhe foi dito, e aquilo no que ela acreditava, era a verdade? Que essa cren\u00e7a era compartilhada at\u00e9 mesmo pelas v\u00edtimas da bomba?<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata aqui do filme <b><i>Oppenheimer<\/i><\/b>; estou apenas usando-o como uma refer\u00eancia para falar sobre por que a bomba at\u00f4mica representou m\u00faltiplas fraturas na sociedade. N\u00e3o apenas no n\u00edvel da guerra, no qual essa nova arma mudou completamente os par\u00e2metros militares. Mas tamb\u00e9m na sociedade, no reconhecimento de que a ci\u00eancia n\u00e3o era mais uma preocupa\u00e7\u00e3o apenas dos cientistas, mas de todos n\u00f3s. Para os cientistas, tamb\u00e9m se tornou uma quest\u00e3o o fato de que o que eles faziam nos laborat\u00f3rios tinha consequ\u00eancias no mundo real, inclusive a poss\u00edvel destrui\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria humanidade. Tamb\u00e9m ficou claro que esta era uma nova era, a era da grande ci\u00eancia, que precisava de muito dinheiro!<\/p>\n<p>Estranhamente, dois dos principais cientistas no centro do movimento contra as bombas nucleares ap\u00f3s a guerra tamb\u00e9m tiveram um papel importante no in\u00edcio do Projeto Manhattan. Leo Szilard, um cientista h\u00fangaro que havia se refugiado primeiro na Inglaterra e depois nos Estados Unidos, procurou a ajuda de Einstein para pedir ao presidente Roosevelt que os Estados Unidos constru\u00edssem a bomba. Ele temia que, se a Alemanha nazista a constru\u00edsse primeiro, ela conquistaria o mundo. Szilard juntou-se ao Projeto Manhattan, embora n\u00e3o estivesse trabalhando em Los Alamos, mas nos Laborat\u00f3rios Metal\u00fargicos da Universidade de Chicago. Szilard tamb\u00e9m fez campanha dentro do Projeto Manhattan para uma <a href=\"https:\/\/ahf.nuclearmuseum.org\/ahf\/key-documents\/franck-report\/\">demonstra\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/a> da bomba antes de seu uso no Jap\u00e3o. Einstein tamb\u00e9m tentou entrar em contato com o presidente Roosevelt com um apelo contra o uso da bomba. Mas Roosevelt morreu, deixando a carta de Einstein <a href=\"https:\/\/arxiv.org\/html\/physics\/0210058\">sem ser aberta sobre sua mesa<\/a>. Ele foi substitu\u00eddo pelo vice-presidente Truman, que acreditava que a bomba daria aos Estados Unidos o monop\u00f3lio nuclear e, portanto, ajudaria a subjugar a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica em um <a href=\"https:\/\/arxiv.org\/html\/physics\/0210058\">cen\u00e1rio p\u00f3s-guerra<\/a>.<\/p>\n<p>Voltando ao Projeto Manhattan. O que impressiona \u00e9 a escala do projeto, mesmo para os padr\u00f5es atuais. Em seu auge, ele empregou 125 mil pessoas diretamente e, se incluirmos os muitos outros setores que produziam direta ou indiretamente pe\u00e7as ou equipamentos para a bomba, o n\u00famero chegaria perto de meio milh\u00e3o. Os custos tamb\u00e9m foram enormes, de 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 1945 (cerca de <a href=\"https:\/\/ethos.lps.library.cmu.edu\/article\/id\/22\/\">30 a 50 bilh\u00f5es de d\u00f3lares atualmente<\/a>). Os cientistas formavam um grupo de elite que inclu\u00eda Hans Bethe, Enrico Fermi, Nils Bohr, James Franck, Oppenheimer, Edward Teller (que mais tarde se tornaria o vil\u00e3o da hist\u00f3ria), Richard Feynman, Harold Urey, Klaus Fuchs (que compartilhou segredos at\u00f4micos com os sovi\u00e9ticos) e muitos outros nomes brilhantes. Mais de <a href=\"https:\/\/about.lanl.gov\/awards-achievements\/nobel-prize\/\">duas dezenas de ganhadores do pr\u00eamio Nobel<\/a> estiveram associados ao Projeto Manhattan em diversas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas a ci\u00eancia era apenas uma pequena parte do projeto. O Projeto Manhattan queria construir dois tipos de bombas: uma usando o is\u00f3topo de ur\u00e2nio 235 e a outra, o plut\u00f4nio. Como separar o material f\u00edssil, U 235, do U 238? Como fazer para concentrar o plut\u00f4nio a um n\u00edvel em que possa ser usado para armas? Como fazer ambas as coisas em escala industrial? Como preparar a rea\u00e7\u00e3o em cadeia para criar a fiss\u00e3o, juntando o material f\u00edssil subcr\u00edtico para criar uma massa cr\u00edtica? Tudo isso exigia metal\u00fargicos, qu\u00edmicos, engenheiros, especialistas em explosivos e a constru\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas e equipamentos completamente novos espalhados por centenas de locais. Tudo isso precisava ser feito em velocidade recorde. Esse era um \u201cexperimento\u201d cient\u00edfico que estava sendo conduzido n\u00e3o em escala laboratorial, mas em escala industrial. Por isso o enorme or\u00e7amento e o volume de recursos humanos envolvidos.<\/p>\n<p>O governo dos EUA convenceu seus cidad\u00e3os de que os bombardeios de Hiroshima e, tr\u00eas dias depois, de Nagasaki, provocaram a rendi\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o. Mas, com base em arquivos e outras evid\u00eancias, fica claro que, mais do que as bombas nucleares, a <a href=\"https:\/\/arxiv.org\/html\/physics\/0210058\">declara\u00e7\u00e3o de guerra da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica contra o Jap\u00e3o<\/a> foi o que <a href=\"https:\/\/foreignpolicy.com\/2013\/05\/30\/the-bomb-didnt-beat-japan-stalin-did\/\">levou \u00e0 rendi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds<\/a>. Os arquivos tamb\u00e9m mostraram que o n\u00famero de \u201cum milh\u00e3o de vidas americanas salvas\u201d devido a Hiroshima e Nagasaki, uma vez que a invas\u00e3o do Jap\u00e3o foi evitada, n\u00e3o tinha base. Foi um n\u00famero criado inteiramente para fins de propaganda.<\/p>\n<p>Embora esses n\u00fameros tenham sido apresentados ao povo americano como c\u00e1lculos s\u00e9rios, o que foi completamente censurado foram as fotos reais das v\u00edtimas das duas bombas. A \u00fanica foto dispon\u00edvel do bombardeio de Hiroshima \u2013 a nuvem em forma de cogumelo \u2013 foi tirada pelo piloto do avi\u00e3o bombardeiro Enola Gay. Mesmo quando algumas fotografias de Hiroshima e Nagasaki foram divulgadas meses depois dos bombardeios nucleares, elas mostravam apenas pr\u00e9dios destru\u00eddos, mas nenhuma imagem de seres humanos.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, que se regozijavam com a vit\u00f3ria sobre o Jap\u00e3o, n\u00e3o queriam que ela fosse prejudicada pelas imagens do horror da bomba nuclear. Os Estados Unidos desprezaram as pessoas que estavam morrendo de uma doen\u00e7a misteriosa, que o governo norte-americano sabia ser a s\u00edndrome da radia\u00e7\u00e3o, como propaganda dos japoneses. Para citar o general Leslie Groves, que liderou o Projeto Manhattan, essas eram as \u201c<a href=\"https:\/\/www.npr.org\/transcripts\/903826363\">F\u00e1bulas de T\u00f3quio<\/a>\u201d. Foram necess\u00e1rios sete anos para que o n\u00famero de mortos fosse vis\u00edvel, e somente depois de os Estados Unidos encerrarem a ocupa\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o. Mesmo assim, havia apenas algumas fotos, j\u00e1 que o Jap\u00e3o ainda estava cooperando com os Estados Unidos para esconder o horror da bomba nuclear. O relato visual completo do que aconteceu em Hiroshima teve de esperar at\u00e9 os anos 60: as fotos de pessoas vaporizadas, deixando apenas uma sombra na superf\u00edcie da pedra em que estavam sentadas quando a bomba explodiu, sobreviventes com as peles penduradas em seus corpos, pessoas morrendo de envenenamento por radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A outra parte da bomba nuclear foi a atua\u00e7\u00e3o dos cientistas. Eles se tornaram os her\u00f3is que encurtaram a guerra e salvaram um milh\u00e3o de vidas americanas. Nessa mitifica\u00e7\u00e3o, a bomba nuclear foi convertida de um grande esfor\u00e7o em escala industrial para uma <a href=\"https:\/\/web.mit.edu\/dikaiser\/www\/Kaiser.RedTheorists.pdf\">f\u00f3rmula secreta descoberta por alguns f\u00edsicos<\/a> que deu aos Estados Unidos um enorme poder na era p\u00f3s-guerra. Foi isso que fez de Oppenheimer um her\u00f3i para o povo norte-americano. Ele era um s\u00edmbolo da comunidade cient\u00edfica e de seus poderes divinos. E tamb\u00e9m o alvo de pessoas como Teller, que mais tarde se uniu a outros para derrubar Oppenheimer.<\/p>\n<p>Mas se Oppenheimer era um her\u00f3i h\u00e1 apenas alguns anos, como eles foram capazes de sepult\u00e1-lo?<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil conceber hoje que os Estados Unidos tivessem um forte movimento de esquerda antes da Segunda Guerra Mundial. Al\u00e9m da presen\u00e7a dos comunistas nos movimentos de trabalhadores, o mundo da intelectualidade \u2013 literatura, cinema e f\u00edsicos \u2013 tamb\u00e9m contava com uma forte presen\u00e7a comunista \u2013 como pode ser visto no filme de Oppenheimer. A ideia de que a <a href=\"https:\/\/ia904700.us.archive.org\/27\/items\/in.ernet.dli.2015.188098\/2015.188098.The-Social-Function-Of-Science.pdf\">ci\u00eancia e a tecnologia podem ser planejadas<\/a>, como Bernal argumentava no Reino Unido, e que devem ser usadas para o bem p\u00fablico, foi adotada pelos cientistas. \u00c9 por isso que os f\u00edsicos, naquela \u00e9poca na vanguarda das ci\u00eancias de ponta \u2013 relatividade, mec\u00e2nica qu\u00e2ntica \u2013 tamb\u00e9m estavam na vanguarda dos debates sociais e pol\u00edticos na ci\u00eancia e sobre a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 esse mundo da ci\u00eancia, uma vis\u00e3o cr\u00edtica do mundo, que colidiu com o novo mundo em que os Estados Unidos deveriam ser a na\u00e7\u00e3o excepcional e o \u00fanico <b><i>hegemon<\/i><\/b> global. Qualquer enfraquecimento dessa hegemonia s\u00f3 poderia acontecer porque algumas pessoas, traidoras desta na\u00e7\u00e3o, entregaram \u201cnossos\u201d segredos nacionais. Qualquer desenvolvimento em qualquer outro lugar s\u00f3 poderia ser resultado de roubo, e nada mais. Essa campanha tamb\u00e9m foi ajudada pela cren\u00e7a de que a bomba at\u00f4mica era o resultado de algumas equa\u00e7\u00f5es que os cientistas haviam descoberto e, portanto, poderiam ser facilmente vazadas para os inimigos.<\/p>\n<p>Essa foi a g\u00eanese da era macartista, uma guerra contra a comunidade art\u00edstica, acad\u00eamica e cient\u00edfica dos EUA e de busca por espi\u00f5es escondidos debaixo das camas. O complexo industrial militar estava nascendo nos Estados Unidos e logo assumiu o controle do <b><i>establishment<\/i><\/b> cient\u00edfico. Eram os militares e o or\u00e7amento de energia \u2013 energia nuclear \u2013 que, a partir de ent\u00e3o, determinariam o destino dos cientistas e de seus financiamentos. Oppenheimer precisava ser punido como um exemplo para os outros. Os cientistas n\u00e3o deveriam se colocar contra os deuses do complexo industrial militar e sua vis\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>A perda da credibilidade de Oppenheimer serviu a outro prop\u00f3sito. Foi uma li\u00e7\u00e3o para a comunidade cient\u00edfica de que, no caso de uma transgress\u00e3o ao estado de seguran\u00e7a, ningu\u00e9m era grandioso demais. Embora os Rosenbergs \u2013 Julius e Ethel \u2013 tenham sido executados, eles eram figuras relativamente secund\u00e1rias. Julius n\u00e3o havia vazado nenhum segredo at\u00f4mico, apenas manteve a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica a par dos desenvolvimentos. Ethel, embora fosse comunista, n\u00e3o tinha nada a ver com espionagem. A \u00fanica pessoa que vazou &#8220;segredos&#8221; at\u00f4micos foi Klaus Fuchs, membro do Partido Comunista Alem\u00e3o, que fugiu para o Reino Unido, trabalhou no projeto da bomba, primeiro no Reino Unido e, depois, no projeto Manhattan, como parte da equipe brit\u00e2nica. Ele fez importantes contribui\u00e7\u00f5es para o mecanismo de acionamento da bomba nuclear e as compartilhou com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. A contribui\u00e7\u00e3o de Fuchs teria abreviado o desenvolvimento da bomba sovi\u00e9tica em possivelmente um ano. Como v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es demonstraram, uma vez que se sabe que uma bomba f\u00edssil \u00e9 poss\u00edvel, torna-se f\u00e1cil para os cientistas e tecn\u00f3logos replic\u00e1-la. Como foi feito por pa\u00edses t\u00e3o pequenos quanto a Coreia do Norte.<\/p>\n<p>A trag\u00e9dia de Oppenheimer n\u00e3o foi o fato de ele ter sido v\u00edtima da era macartista e ter perdido suas credenciais de seguran\u00e7a. Einstein nunca teve credenciais de seguran\u00e7a, portanto, isso tamb\u00e9m n\u00e3o deve ter sido uma grande calamidade para ele. Foi a humilha\u00e7\u00e3o p\u00fablica durante as audi\u00eancias, quando ele contestou a retirada de sua credenciais de seguran\u00e7a, que o destruiu. Os f\u00edsicos, os garotos de ouro da era at\u00f4mica, finalmente viram seu verdadeiro lugar no mundo emergente do complexo industrial militar.<\/p>\n<p>Einstein, Szilard, Rotblatt e outros haviam previsto esse mundo. Eles, ao contr\u00e1rio de Oppenheimer, seguiram o caminho da constru\u00e7\u00e3o de um <a href=\"https:\/\/pugwash.org\/1955\/07\/09\/statement-manifesto\/\">movimento contra as bombas nucleares<\/a>. Os cientistas, depois de constru\u00edrem a bomba, tinham agora que agir como guardi\u00f5es da consci\u00eancia do mundo, contra uma bomba que poderia destruir toda a humanidade. A bomba que ainda paira como uma espada de D\u00e2mocles sobre nossas cabe\u00e7as.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lan\u00e7amento do novo filme de grande sucesso de bilheteria sobre o f\u00edsico Oppenheimer trouxe \u00e0 tona as lembran\u00e7as da primeira bomba nuclear lan\u00e7ada em Hiroshima. 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